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Rio Grande (RS) – Na tarde desta semana, um grupo de agricultores iniciou uma série de manifestações na BR-392, no trecho que liga Rio Grande a Pelotas. O protesto, que faz parte de uma mobilização mais ampla em todo o Rio Grande do Sul, exige medidas do governo para a renegociação das dívidas do setor rural, em resposta às dificuldades enfrentadas pelos produtores devido a condições climáticas adversas.
Os manifestantes adotaram o sistema de bloqueio “pare e siga”, permitindo a liberação do tráfego a cada 15 minutos. Essa estratégia visa minimizar os impactos no trânsito, embora a interdição parcial tenha gerado lentidão e congestionamentos, especialmente durante os horários de pico. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou que esse método de controle é padrão em diversos pontos de protesto, incluindo a BR-392.

As manifestações ocorrem em um cenário de perdas prolongadas de safra, resultantes de secas e chuvas intensas que afetaram a produtividade agrícola. Os agricultores solicitam a securitização das dívidas, propondo que essas obrigações sejam convertidas em títulos garantidos pelo Tesouro, com prazos estendidos e juros reduzidos. Essa solução visa proporcionar alívio financeiro e viabilidade econômica aos produtores rurais.
O movimento já foi registrado em outras rodovias do estado, como a BR-153 e a BR-293, sempre utilizando a mesma estratégia de bloqueio intermitente. A continuidade das manifestações está condicionada à resposta do governo federal, que ainda não apresentou uma proposta oficial para atender às demandas dos agricultores.
A interdição parcial da BR-392 tem causado reflexos significativos no tráfego local, com motoristas enfrentando congestionamentos e lentidão. Durante os períodos de liberação, há um aumento no fluxo de veículos, que tentam atravessar os trechos críticos rapidamente.

Os agricultores permanecem firmes em suas reivindicações, e a situação na BR-392 destaca a necessidade urgente de diálogo entre o setor rural e as autoridades governamentais. A mobilização pode se estender indefinidamente, até que soluções concretas sejam apresentadas para as questões financeiras que afligem os produtores.
