Foto: Olharrg
O ano de 2025 trouxe um cenário preocupante para Rio Grande (RS) e todo o Estado, com o aumento expressivo das mortes causadas por doenças respiratórias, especialmente entre crianças e idosos. O governo do Estado e as autoridades em saúde já classificaram esse momento como o pior desde a pandemia de H1N1, em 2009, com índices alarmantes de hospitalizações e óbitos pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e gripe.
Dados e Situação Atual
Hospitalizações: Até julho, mais de 4.000 pessoas deram entrada nos hospitais do RS devido a complicações respiratórias graves.
Mortes: Foram registradas ao menos 423 mortes relacionadas a doenças respiratórias no Estado apenas em 2025, sendo que 29 ocorreram em Rio Grande até julho.
Públicos mais atingidos: Idosos representam cerca de 58% das internações e 77% dos óbitos. Crianças menores de 5 anos também chamam a atenção, com 1.374 internações e 10 mortes em todo o Estado até agora.
Principais Fatores do Agravamento
Baixa Cobertura Vacinal: A maior parte das vítimas não estava vacinada contra gripe ou outras doenças respiratórias (78% dos óbitos e 82% das internações entre pessoas não vacinadas).
Circulação de Vários Vírus: Além da gripe, o Estado enfrenta casos de coqueluche e uma alta do vírus sincicial respiratório (VSR), com impacto significativo sobre crianças pequenas.
O que diz o Decreto de Emergência
O Rio Grande do Sul declarou estado de emergência em saúde pública devido ao risco de colapso dos hospitais, principalmente no atendimento pediátrico. O decreto autoriza o reforço imediato das unidades de saúde e facilita a criação de leitos de UTI e aquisição de insumos, além de agilizar contratações e parcerias. Em Rio Grande, a situação tem lotado UTIs e prontos-socorros, afetando rotinas e preocupando autoridades locais.
Como Prevenir e Reduzir a Disseminação
As autoridades de saúde listam as principais medidas para prevenir novas mortes e evitar a propagação de doenças respiratórias:
Vacinação
Vacinar é fundamental: A imunização contra gripe, covid-19, coqueluche e VSR é a medida mais eficaz, principalmente para crianças, idosos, gestantes e portadores de comorbidades.
Procure o posto de saúde mais próximo: A vacina é oferecida nas unidades do SUS e, em 2025, está liberada para toda a população devido à baixa adesão.
Cuidados no Dia a Dia
Evite aglomerações e ambientes fechados, especialmente nos dias frios.
Ventile os ambientes regularmente.
Higienize as mãos com frequência.
Use máscaras ao apresentar sintomas.
Mantenha a carteira de vacinação em dia de toda a família.
Atenção aos Sintomas
Febre, tosse persistente, falta de ar e cansaço são sinais de alerta. Ao apresentar sintomas, procure rapidamente uma unidade básica de saúde para avaliação e evitar agravamento dos quadros ou contaminação de outros.
Proteção para Crianças e Bebês
Aplique os imunizantes específicos, como o anticorpo monoclonal Nirsevimabe, para prevenção de bronquiolite grave causada por VSR em bebês.
Mantenha o ambiente ventilado, higienize brinquedos e objetos de uso comum das crianças.
Impacto Social e Recomendações
Com a lotação dos hospitais e um clima de emergência, Rio Grande e outras cidades da região reforçam a necessidade de ação coletiva: a vacinação e os cuidados de higiene protegem toda a comunidade. Adiar consultas, buscar atendimento primário e evitar o pronto-socorro quando não houver urgência também contribuem para desafogar o sistema e garantir atendimento aos casos mais graves.
“A vacinação é a principal medida preventiva e salva vidas. Estamos perdendo a oportunidade de evitar internações e mortes, especialmente de crianças e idosos” — Secretaria Estadual da Saúde.
