Foto: frame de vídeo
Um desentendimento ocorrido por volta das 12h30 desta quarta-feira (28) terminou com um homem baleado no interior de uma lancha de passageiros na hidroviária de Rio Grande. A vítima, um médico que se deslocava para o trabalho em São José do Norte, foi atingida na perna por um disparo efetuado por um Policial Militar que estava fora de serviço. O caso, registrado em vídeo, gerou pânico entre quem circulava pelo local e já está sob investigação das autoridades.
O incidente e o socorro
O disparo aconteceu enquanto a embarcação ainda estava atracada no cais. O médico foi socorrido inicialmente por uma viatura da Brigada Militar e levado à Santa Casa de Rio Grande. Devido à gravidade dos ferimentos e à suspeita de lesão vascular, ele foi transferido para o Hospital Monporto, onde permanece internado para avaliação especializada. Segundo relatos, o tiro atingiu ambas as pernas.
Versão da Defesa do Policial
O escritório de advocacia Flávio Karam Jr., que representa o policial envolvido, sustenta que o cliente agiu em legítima defesa. De acordo com a nota da defesa, a ação foi necessária para repelir uma agressão iminente, o que estaria corroborado por depoimentos e imagens. O policial não foi preso e registrou uma ocorrência paralela por ameaça e crimes contra a honra que teriam sido praticados contra ele antes do disparo.
Manifestação da Família da Vítima
Nas redes sociais, a esposa da vítima apresentou uma narrativa divergente. Ela afirma que não houve agressão por parte do médico e critica a falta de socorro imediato por parte de uma acompanhante do policial, que seria profissional da saúde. Segundo a família, as imagens do incidente já foram entregues à Justiça e mostram que a vítima não oferecia risco que justificasse o disparo.
Investigação e Posicionamento Oficial
A Polícia Civil abriu inquérito para apurar o caso, tratando-o inicialmente como lesão corporal. O delegado responsável, Maiquel Fonseca, destacou que as imagens e depoimentos estão sendo analisados com cautela para não interferir no processo investigativo.
A Brigada Militar também se manifestou, confirmando que o policial não estava em horário de serviço nem fardado no momento do ocorrido. A corporação informou que instaurou um procedimento administrativo interno para apurar a conduta do militar e ressaltou que o 6º BPM não compactua com desvios de conduta.
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