Skip to content

  • NOTÍCIAS
    • GERAL
    • POLÍTICA
    • AGROPECUÁRIA E PESCA
    • PORTO DO RIO GRANDE
    • PRAIA DO CASSINO
    • EDUCAÇÃO
    • SAÚDE
    • BLOG / COLUNA
    • ECONOMIA
    • CULTURA
    • GALERIA DE FOTOS
    • VAGAS DE EMPREGO
    • LINKS ÚTEIS
    • ENQUETES
    • FALE CONOSCO
    • INFRAESTRUTURA
  • RIO GRANDE
  • Toggle search form
  • Assinado Termo de Cooperação para nova sede do Deic e Dercap GERAL
  • Infectologia do HU-Furg expande atendimento à população com totem de autoatendimento e novo guichê RIO GRANDE
  • Posse no Legislativo HOME
  • Nesta segunda-feira, tem início a Campanha Nacional de Multivacinação SAÚDE
  • Arquivamento da Sindicância sobre a Morte de Joaquim Klinger: Perícia Revela Falhas Críticas no Atendimento JUSTIÇA
  • Polícia Civil inicia a Operação Rede Pix PELOTAS
  • Cinco indivíduos foram detidos por envolvimento no tráfico de drogas durante a Operação Pontos Corridos. SEGURANÇA
  • A campanha de vacinação contra o sarampo será realizada neste final de semana no Cassino RIO GRANDE

Justiça do Rio decreta falência da Oi em meio a dívida de R$ 1,7 bi

Posted on 11/11/202511/11/2025 By Redação Nenhum comentário em Justiça do Rio decreta falência da Oi em meio a dívida de R$ 1,7 bi

Foto: José Cruz/AGB

Após quase dez anos de recuperação judicial, a 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decretou nesta segunda-feira (10) a falência do Grupo Oi. A decisão foi proferida pela juíza Simone Gastesi Chevrand, que apontou a insolvência técnica e patrimonial da companhia de telecomunicações.

De acordo com a magistrada, a empresa acumula dívidas de aproximadamente R$ 1,7 bilhão e tem receita mensal de cerca de R$ 200 milhões, com patrimônio considerado “esvaziado”. Na decisão, a juíza afirmou que “a Oi é tecnicamente falida” e que não há mais viabilidade econômica para o cumprimento de suas obrigações.

A sentença determina a convolação do processo de recuperação judicial em falência e a liquidação ordenada dos ativos da companhia, com o objetivo de maximizar os valores destinados ao pagamento dos credores. 

As atividades da Oi continuarão provisoriamente até que os serviços sejam assumidos por outras empresas, para garantir a continuidade da conectividade e a manutenção de serviços essenciais.

Processo de liquidação

A operação da empresa será conduzida pelo escritório Preserva-Ação, que já atuava como administrador judicial e interventor do grupo. Os outros dois administradores – os escritórios Wald e K2 – foram dispensados.

A falência abrange também as controladas Portugal Telecom International Finance (PTIF) e Oi Brasil Holdings Coöperatief U.A. Foram suspensas todas as ações e execuções judiciais contra a companhia, e os credores deverão convocar assembleia para formar um comitê que acompanhará o processo de liquidação.

Segundo o TJ-RJ, a decisão foi tomada após manifestação da própria empresa e do interventor judicial, que relataram a impossibilidade de pagamento das dívidas e o descumprimento de partes do plano de recuperação. A juíza destacou que “não há a mínima possibilidade de equacionamento entre o ativo e o passivo da empresa”.

A Oi havia pedido recentemente alterações em seu plano de recuperação e tentou abrir um processo semelhante nos Estados Unidos, sem sucesso. O pedido, no entanto, não foi apreciado pela Justiça brasileira.

Bloqueio de caixa

A juíza também determinou o bloqueio do caixa restrito da V.tal, empresa de infraestrutura de telecomunicações controlada pelo BTG Pactual e parceira da Oi. Segundo a decisão, os recursos destinados à V.tal comprometiam de forma significativa o fluxo de caixa da operadora.

O despacho ainda prevê a indisponibilidade de valores provenientes da venda de ativos, como a operação de fibra óptica e de telefonia móvel, até que o administrador judicial apresente relatório detalhado sobre os bens.

Em sua decisão, a magistrada criticou a gestão da companhia ao longo dos anos e mencionou a “liquidação sistêmica promovida ao longo do processo recuperacional, que a esvaziou praticamente por completo”.

A Justiça e o Ministério Público também apontaram omissão do governo federal na condução da crise da operadora, classificando-a como “histórica e continuada”.

Histórico

A companhia entrou em recuperação judicial pela primeira vez em 2016, com R$ 65 bilhões em dívidas, em meio a uma grave crise de liquidez. O plano foi concluído em 2022, mas a empresa voltou a pedir proteção judicial no início de 2023, com passivo superior a R$ 44 bilhões.

“O processo começou na Europa, quando a empresa Telefônica [espanhola] comprou a parte da Portugal Telecom da Vivo, em 2010. Para que a Portugal Telecom não saísse do Brasil, o governo autorizou a entrada da companhia na Oi. O problema é que o Banco Espírito Santo [instituição financeira portuguesa], um dos principais controladores da Oi, quebrou em 2014, prejudicando uma das principais empresas de telecomunicações do Brasil”, explicou em 2023 o professor emérito da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB) Murilo César Ramos.

A Oi, que já foi uma das maiores empresas de telecomunicações do país, chegou a concentrar parte significativa dos serviços públicos de telefonia e conectividade, incluindo contratos com órgãos de segurança, defesa e administração federal.

Hoje, é a única operadora presente em cerca de 7 mil localidades brasileiras, além de ser responsável pela operação de serviços de emergência como os números 190 (polícia), 192 (Samu) e 193 (bombeiros).

Nos últimos anos, a empresa vendeu seus principais ativos, incluindo a operação móvel, adquirida por Claro, TIM e Vivo, e sua rede de fibra óptica, repassada à V.tal. Segundo a decisão judicial, os resultados positivos da companhia não vieram da atividade operacional, mas da “alienação de ativos e contratação de empréstimos”.

Com a falência decretada, a Justiça busca assegurar a continuidade dos serviços e a preservação de parte do valor remanescente da companhia, encerrando o ciclo da antiga “supertele nacional”.

Fonte: AGB

ECONOMIA, GERAL Tags:Economia, Geral

Navegação de Post

Previous Post: BC: bandeira de cartão terá de pagar transações em caso de falhas
Next Post: Operações do CIRA-RS miram grupos empresariais do ramo do aço que sonegaram e não recolheram mais de R$ 72 milhões em ICMS

Related Posts

  • Startup alemã investiga a perda do módulo responsável por devolver urnas à Terra GERAL
  • Alunos queriam envenenar professoras de inglês e matemática em Salvador EDUCAÇÃO
  • BC: bandeira de cartão terá de pagar transações em caso de falhas ECONOMIA
  • Inscrições para a CNH Social 2025 GERAL
  • Cachoeira do Sul: mãe é condenada a 19 anos de reclusão por homicídio qualificado de recém-nascido GERAL
  • Lula assina contrato para construção de novos gaseiros e visita projeto habitacional em Rio Grande ECONOMIA

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  • Por unanimidade, 1ª Turma do STF mantém prisão preventiva de Bolsonaro JUSTIÇA
  • MPRS denuncia duas atendentes de creche por tortura de criança GERAL
  • JUSTIÇA
  • Operação Mirage mira organização criminosa especializada em golpes de falsos investimentos GERAL
  • Polícia Civil apreende arsenal em operação contra violência doméstica em Rio Grande RIO GRANDE
  • MPRS denuncia motorista por 11 mortes e 7 feridos em acidente na BR-116, em Pelotas PELOTAS
  • Alunos queriam envenenar professoras de inglês e matemática em Salvador EDUCAÇÃO
  • Adolescente é apreendido por tráfico de drogas em Rio Grande RIO GRANDE

Olharrg.com.br /

Powered by PressBook News WordPress theme