Homem é preso após condenação por estupro de vulnerável contra enteada de 9 anos em ação da Polícia Civil
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Um homem de 36 anos foi preso na tarde da última quarta-feira, 26, pela Polícia Civil, após ser condenado por estupro de vulnerável contra sua enteada de apenas 9 anos. O mandado de prisão definitiva, com a condenação já transitada em julgado, foi cumprido pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima (DPPGV) no bairro Getúlio Vargas.
De acordo com as investigações, o crime ocorreu em fevereiro de 2024, quando o agressor aproveitou a ausência da mãe da criança para cometer a violência sexual. A denúncia gerou uma mobilização da equipe da DPPGV, que conduziu o inquérito, reuniu provas e encaminhou o caso ao Judiciário, resultando na condenação final do réu.
A prisão foi realizada após diligências para localizar o condenado. Segundo a Polícia Civil, o homem foi encontrado no bairro Getúlio Vargas e não ofereceu resistência durante o cumprimento do mandado. Após as formalidades legais, ele será transferido para a Penitenciária Estadual do Rio Grande (PERG), onde iniciará o cumprimento da pena. A Polícia Civil reforçou a importância das denúncias em casos de violência contra crianças e adolescentes, ressaltando que esses relatos são essenciais para garantir a responsabilização dos agressores e a proteção das vítimas.
A Prefeitura do Rio Grande realizou, na manhã desta quinta-feira (27), a entrega da recuperação da Praça Palestina, que fica no Rincão da Cebola. O ato contou com a presença de representantes da comunidade Palestina de Rio Grande; do secretário de Relações Institucionais e Comunitárias, Cláudio Costa; do secretário-adjunto de Agricultura e Pecuária, Cledenir Mendonça; do vereador Glauber Nunes, proponente da ação; e de equipes da Prefeitura.
A reforma incluiu o corte de grama, pintura da área e recuperação do púlpito que dá nome ao local. As ações foram feitas pelas secretarias de Serviços Urbanos (SMSU), Agricultura e Pecuária (SMAP) e Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (SMMA). A Praça foi instituída pelo decreto 17.670/2020 e inaugurada em 29 de novembro de 2020, dia consagrado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino.
Na oportunidade, também foi feito o plantio de muda de oliveira, cultivada no Horto do Povo Novo. A árvore que é símbolo da Palestina e está localizada atrás da placa com o nome da praça. O plantio simbólico foi realizado por três mulheres da mesma família, marcando a presença de três diferentes gerações em Rio Grande: Naffissa Khattab, que chegou ao Brasil na década de 60 como refugiada; Fátima Khattab, filha de Naffissa; e Amani Ali, neta de Naffissa e filha de Fátima. Uma segunda muda também será colocada na região.
De acordo com o presidente da Sociedade Palestina de Rio Grande, José Khattab, que também é filho de Nafissa, o que acontece com o povo palestino atualmente é o primeiro genocídio televisionado da história. “Isso chega nas casas de 8 bilhões de pessoas ao redor do mundo, e muitas autoridades veem e não fazem nada, não comentam. São mais de 80 mil mortos e vários desaparecidos nos escombros dos 92% da estrutura de Gaza demolida”. Ele também conta que sua mãe, que nasceu na Palestina, não tem direito de retornar à sua terra.
Como proponente da ação, o vereador Glauber Nunes, destacou a presença de uma refugiada que “criou raízes” em Rio Grande, e de sua família, que está na terceira geração. Também reforçou o apoio político do seu mandato à causa e comentou a reforma da praça. “O que acontece em Gaza não se trata de um conflito, não se trata de uma guerra, mas sim de um genocídio de um povo. Então essa praça aqui é um símbolo. Foi uma pequena revitalização que a Prefeitura pode realizar, mas não deixa de ser um símbolo do nosso respeito a defesa da comunidade palestina, de estarem em seu território”, diz
Sobre o tema, o secretário Cláudio Costa ressaltou o desafio da humanidade em enfrentar esse contexto, tendo em consideração o que será passado para as novas gerações, diante de uma intenção clara de extermínio de um povo. “Estamos em 2025 e vivenciando isso até os dias de hoje. Um povo massacrado por longo período, e é importante que a gente reflita sobre isso. Mas é um povo que tem nosso apoio, nossa consideração e que tem determinação para seguir lutando. Terra para o povo palestino”, afirma.
