O município do Rio Grande confirmou seu primeiro caso de dengue autóctone, conforme o Boletim de Monitoramento das Arboviroses divulgado nesta terça-feira, 14, pela Vigilância em Saúde. A paciente é uma mulher branca na faixa etária dos 30 anos.
O termo “autóctone” indica que a infecção ocorreu dentro do próprio município, evidenciando a circulação local do vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Além da confirmação do caso, o boletim reporta um aumento de 53 novos focos, totalizando 337 focos ativos na cidade.
Focos por Localidade
- Centro: 70
- Distrito Industrial: 51
- Cidade Nova: 43
- Vila Maria: 23
- Quinta: 22
- Povo Novo: 17
- São Miguel: 16
- Linha do Parque: 12
- São João/Recreio: 9
- Prado: 8
- Bolaxa, Bernadeth, Junção, Municipal, Buchholz e Vila Militar: 6 cada
- Lar Gaúcho/Navegantes e Hidráulica: 4 cada
- FURG Carreiros, Parque Marinha, Cassino e Mangueira: 2 cada
- Porto Novo, Castelo Branco, Cibrazém, Orla, Santa Rosa, Jardim do Sol, Trevo, Senandes, Querência, Barra e Atlântico Sul: 1 cada
- Aeroporto: 3
O boletim também informa que 36 casos suspeitos de dengue foram descartados, enquanto um caso permanece em análise. Em relação à chikungunya, os cinco casos suspeitos investigados apresentaram resultado negativo. No estado, o Rio Grande do Sul contabiliza 562 casos confirmados de dengue, representando um aumento de 105 casos em comparação à semana anterior.
Visitas Domiciliares
No último sábado, 11 de abril, equipes de Agentes de Combate às Endemias (ACEs) realizaram visitas domiciliares para inspecionar e eliminar criadouros do mosquito. Ao todo, foram visitados 2.009 imóveis, com 44 agentes em campo, distribuídos da seguinte forma:
- 12 no Centro
- 4 na Cidade Nova
- 12 no Castelo Branco
- 10 na Cohab IV
- 6 na São João
Durante a ação, foram coletados 20 tubitos para análise, dos quais 7 apresentaram resultado positivo, confirmando a presença do mosquito transmissor da dengue. Seis focos foram identificados no Centro e um na São João.
Responsabilidade Coletiva
A Vigilância em Saúde enfatiza que o combate ao mosquito depende da participação ativa da população. Permitir a entrada dos agentes de saúde, eliminar água parada e manter os imóveis — ocupados ou não — em condições adequadas são medidas essenciais. O enfrentamento das arboviroses é uma responsabilidade coletiva. Sem o engajamento da comunidade, o controle do mosquito fica comprometido, aumentando o risco de transmissão em todo o município.
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